Zona Afótica: Profunda e Sem Luz

No estudo de ecologia, zona afótica, é aquela camada profunda dos ecossistemas aquáticos em que há ação direta da luz solar, ou seja, um local em que estão os seres conhecidos como fotoautotróficos (capaz de produzirem a sua própria luz) como as algas, por exemplo.

Para entender melhor o que é a zona afótica e quais são os seres que se desenvolvem nela é importante conhecer um pouco mais sobre o ecossistema aquático.

Zona Afótica: Profunda e Sem Luz

Zona Afótica: Profunda e Sem Luz

O Ecossistema Aquático

Os ecossistemas aquáticos incluem todos os ecossistemas aquáticos como lagos, rios, lagoas e geleiras assim como os recursos hídricos subterrâneos como lençóis freáticos e reservatórios subterrâneos. Podemos exemplificar esses ecossistemas através do Aquífero Guarani na América do Sul, ecossistemas marítimos e costeiros bem como restingas e manguezais.

A Agência Nacional de Águas do Brasil (ANA) faz a análise dos ecossistemas aquáticos de acordo com o bioma ao qual esses ecossistemas pertencem. Por exemplo, há os ecossistemas da floresta Amazônica, do Cerrado, do Pantanal, Caatinga, Campos Sulinos, Zona Costeira e Mata Atlântica.

Para ser considerado como um ecossistema aquático é necessário que haja um corpo de biótopo de água como oceanos, mares, rios, lagos, pântanos entre outros. Os dos ecossistemas aquáticos mais importantes são o marinho e o de água Dulce.

O Ecossistema Aquático

O Ecossistema Aquático

Ecossistema Aquático Marinho

Os ecossistemas presentes nas regiões de influência da água do mar como os oceanos e zona costeira são denominados ecossistema marinho. O conjunto dos ecossistemas marinhos é conhecido como talassociclo. É possível encontrar os ecossistemas marinhas nos ecótopos listados abaixo.

A classificação do ecossistema aquático marinho é feita de acordo com critérios que envolvem a penetração de luminosidade e a estratificação de níveis na coluna de água.

Gradação Da Luz

O ambiente marinho pode ser dividido em zona eufótica e zona afótica de acordo com a gradação de luz:

Zona Eufótica

É a região em que a incidência de luz consegue penetrar na coluna de água, em geral compreender cerca de 200 metros de profundidade de acordo com a turbidez (tonalidade da água de acordo com a saturação de partículas que ficam em suspensão). Essa zona corresponde à faixa com uma considerável concentração de organismos dentre os quais destacamos os micro-organismos fotossintetizantes (autotróficos).

Zona Afótica

Essa zona representa a região marinha que não recebe nenhum tipo de interferência da incidência de luz. Os organismos (heterotróficos) que habitam essa faixa precisam de oxigênio e matéria orgânica absorvida para sobreviver. A matéria orgânica absorvida é depois dissolvida e percolada (decantada) na zona eufótica.

Profundidade

O ambiente marinho também é dividido de acordo com a sua profundidade. Confira abaixo:

Zona Litorânea

É o limite que existe entre o nível das marés alta e baixa.

Zona Nerítica

É aquela região que atinge cerca de 200 metros de profundidade e se estende de 50 a 60 km da margem litorânea. Basicamente representa o limite com mais biomassa e produtividade aquática, abriga um grande número de organismos.

Zona Abatial

É aquela que fica localizada abaixo da zona nerítica e está localizada entre 200 e 2000 metros de profundidade.

Zona Abissal

O ambiente marinho mais profundo que está situada entre 2000 metros de profundidade e o substrato do oceano sendo uma região completamente afótica, ou seja, sem luz em que habitam poucos organismos vivos.

Espécies Que Vivem Na Zona Afótica

Peixe-Pescador

O peixe chamado de Peixe-pescador-das-profundezas (Melanocetus sp.) é um parente bastante próximo do tamboril. O nome desse peixe se deve a um pedaço de barbatana dorsal modificada devido a um fenômeno visto em algumas espécies de peixes abissais. Esse peixe consegue atrair as suas presas com uma luz que possui na sua antena, essa luz é produzida por uma bactéria.

Imagem de Amostra do You Tube

Peixe Tamboril

Outro peixe que vive nas profundezas do mar é o tamboril, um tipo de peixe bentônico que pode ser encontrado na zona de maré até aos 600 metros de profundidade. O que caracteriza esse peixe é a sua cabeça que é desproporcionalmente grande e a sua boca semicircular que é munida de dentes pontiagudos.

Fatores Abióticos Que Condicionam Os Ecossistemas Marinhos

Dentre Os Principais Fatores Abióticos Que Atuam No Meio Marinho Podemos Destacar:

Pressão – Que Aumenta a Profundidade.

Iluminação – Que é reduzida de forma rápida e se torna praticamente inexistente abaixo dos 100 metros de profundidade (zona afótica).

Temperatura – Também vai sendo reduzida de acordo com a profundidade, mas é possível verificar uma descontinuidade térmica conhecida como termoclina que cria uma barreira para muitos seres vivos do nécton.

Oxigênio – É dissolvido na água e depende da abundância de seres autótrofos nas regiões mais superficiais (zona eufótica) ou quimiótrofos nas regiões abissais.

Em regiões costeiras principalmente nos estuários a variação da salinidade e o efeito das marés também são importantes fatores que condicionam os seres vivos que lá habitam.

Distrito Abissal – Zona Afótica

As zonas afóticas são bem profundas e compreendem imensos abismos oceânicos que formam o chamado distrito abissal. Uma curiosidade é que essas regiões mesmo não abrigando seres fotossintetizantes possuem uma boa variedade de detritívoros ou predadores.

Podemos dizer que essas áreas ecossistemas dependentes já que a sua energia biológica vem de áreas iluminadas. Os peixes que vivem nas zonas abissais são detritivoros ou carnívoros e apresentam uma série de adaptações que torna possível a exploração do ambiente e dos seus recursos.

Muitos desses animais possuem bioluminescência, ou seja, são capazes de emitir luz. Uma característica que pode favorecer o reconhecimento sexual dos indivíduos de uma mesma espécie e facilitar a captura de alimentos e até mesmo de fuga no caso do ataque de algum predador.

Os peixes abissais costumam ser pequenos e escuros o que torna mais difícil para o predador bioluminescente visualizá-los. Há também a questão de a cabeça ser muito desenvolvida em relação ao corpo, a boca e os dentes são bem grandes o que tornam mais fácil a apreensão e ingestão dos alimentos que podem ser bem escassos nessas regiões.

Os olhos se desenvolveram de tal forma que permitem enxergar uma presa ou um detrito em condições que dificilmente outros organismos conseguiriam. Os animais que vivem na zona afótica se adaptaram com o passar do tempo para que pudessem sobreviver sem luz.

Imagem de Amostra do You Tube

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