Classificação das Plantas

As plantas fazem parte de um dos maiores grupos de seres vivos que existem no planeta terra que é o Reino Vegetal.

As plantas são seres vivos que nascem, crescem, se reproduzem e morrem. As plantas também são conhecidas como vegetais e podem ser encontrados no solo, na água, presos em plantas ou suportes, e podem ser encontrados nas mais variadas regiões com os mais diferentes tipos de clima.

 O Reino Plantae

O Reino Plantae é constituído de plantas, seres pluricelulares e eucariontes.

As plantas se caracterizam por serem autotróficas (produzem a própria alimentação através da fotossíntese), possuem o amido como reserva de energia, possuem parede celular composta de celulose e são clorofilados.

Através do uso da luz, as plantas produzem a glicose (material orgânico formado da água com o gás carbônico) e liberam o oxigênio, sendo assim de fundamental importância para os seres humanos que precisam do oxigênio para respirar e sobreviver.

As plantas são de grande importância para as cadeias alimentares e manutenção da vida no planeta, pois produzem o material orgânico que alimenta a grande maioria dos seres vivos da terra.

A Classificação das Plantas

As plantas estão em praticamente todo o planeta, e devido a grande variação de condições e de climas, existem vários tipos de plantas que se adaptam a cada tipo de ambiente.

Para classificar as plantas é necessário definir os critérios que serão adotados para que sejam identificadas as características (diferenças e semelhanças) que permitam dispor as plantas em grupos menos abrangentes que o Reino Plantae.

De uma maneira geral, os estudiosos consideram como padrão para classificar as plantas:

Se a planta é vascular ou avascular – verificar a presença ou não de vasos condutores água e sais minerais (seiva bruta) e material orgânico (seiva elaborada);

  • Se a planta possui ou não as estruturas para reprodução (semente, fruto e flor);

Observando esses pontos levantados pelos estudiosos, as principais classes de plantas existentes são: Criptógamas (Briófitas e Pteridófitas), Fanerógama (Angiospermas e Gimnospermas).

As Plantas Criptógamas

O termo Criptógamas que era usado para designar as plantas que não produzem sementes, frutos e flores.

Este termo (Criptógamas) está em desuso, e essas plantas foram divididas em dois grupos para melhor classifica-las: Plantas Briófitas e Plantas Pteridófitas.

a)     As Plantas Briófitas

As Plantas Briófitas se caracterizam por serem plantas Criptógamas, não possuem raízes e absorvem água através do contato do corpo com o substrato através de estruturas chamadas de rizoides. São plantas que não possuem vasos condutores (avasculares), e os líquidos são transportados através da difusão célula a célula, o que acaba limitando o tamanho dessas plantas. As plantas Briófitas são bastante comuns de serem encontradas em ambientes úmidos e que não recebem incidência direta de luz solar, essas plantas são bastante sensíveis a poluição, e a ausência delas é um sinal de que o ar do ambiente ou região possui uma qualidade ruim.

As Plantas Briófitas são divididas em 03 grupos: Hepáticas (gametófitos de corpo achatado); Musgos (esporófito se desenvolve na parte superior do gametófito); e Antóceros (esporófito alongado e ereto).

As plantas Briófitas dependem da água para se reproduzirem.

b)    As Plantas Pteridófitas

Entre as plantas que fazem parte desse grupo mais conhecidas são as samambaias, avencas, xaxins e cavalinhas. O nome dessas plantas vem do fato das folhas possuem uma forma que recorda a posição do feto humano no útero materno.

O corpo das plantas Pteridófitas possuem raiz, caule e folhas. O caule se caracteriza por geralmente ser subterrâneo.

As plantas Pteridófitas possuem grande valor ornamental, sendo bastante comum encontrarmos essas plantas nas residências (samambaias e avencas).

As plantas Pteridófitas se caracterizam por serem vasculares e possuírem vasos condutores, alem de terem os seus tecidos com a presença de lignina (substancia que auxilia em aumentar a resistência da planta e ajuda na sustentação).

Assim como as plantas Briófitas, as plantas Pteridófitas são plantas que não produzem sementes, flores e frutos, e dependem da água para realizar o processo reprodutivo. Além disso, gostam de habitar locais úmidos e sombreados.

Os principais grupos das plantas Pteridófitas são: Filecíneas e Licopdíneas.

As Plantas Fanerógamas

As plantas Fanerógamas são aquelas que produzem sementes, frutos e flores. Nessas plantas as estruturas reprodutivas são identificadas e visíveis, os óvulos (gametas feminino) e o pólen (gameta masculino).

As plantas Fanerógamas são divididas em dois grupos: Gimnospermas e Angiospermas.

a)     As Plantas Gimnospermas

As plantas Gimnospermas são plantas terrestres, vasculares, que produzem flores e sementes, contudo as suas sementes ficam nuas, isto é, não são envolvidas pelos frutos (ovários desenvolvidos).

As plantas Gimnospermas possuem caule, raízes e folhas. Algumas espécies possuem folhas alteradas chamadas de estróbilos – em algumas espécies os estróbilos são chamados de cones.

No grupo de plantas Gimnospermas são encontradas espécies como: os pinheiros, as sequoias e os ciprestes.

No Brasil, essas plantas são encontradas com muita frequência na vegetação araucária, que fica no sul do país.

A reprodução dessas plantas não depende da água, devido ela ocorrer através da polinização.

As plantas Gimnospermas são divididas em 04 grupos: Cycadophyta, Ginkgophyta, Conipherophyta e Gnetophyta.

b)    As Plantas Angiospermas

Na atualidade são conhecidas em torno de 350.000 espécies de plantas em todo o planeta, e destas, em torno de 235.000 são plantas Angiospermas, que variam desde gramíneas a grandes arvores, representando o maior grupo de plantas existentes.

A grande diferença entre as plantas Angiospermas e Gimnospermas é a presença das flores e dos frutos (protegem as sementes).

As principais características das plantas angiospermas são: o fato das plantas apresentarem raízes, tronco, folhas, sementes, flores e frutos.

As plantas Angiospermas são vasculares (possuem vasos condutores), são fanerógamas (flor com estrutura reprodutiva visível) e não dependem da água para o processo reprodutivo.

O processo reprodutivo das plantas Angiospermas se caracteriza por ser feita através da polinização. Na época da reprodução as flores se desenvolvem para atrair os agentes polinizadores.

As plantas Angiospermas estão divididas em dois subgrupos:

  • Monocotiledôneas – são plantas que possuem raiz curta, as folhas apresentam nervuras paralelas, as sementes são simples – 01 cotilédone, possuem um ciclo de vida curto e crescem de forma primária. Exemplos: as gramíneas, milho, arroz, cana, trigo, alho, cebola e outras espécies;
  • Dicotiledôneas – são plantas que apresentam raízes longas, as folhas possuem nervuras geralmente reticuladas, as sementes possuem 02 cotilédones, possuem um ciclo de vida longo, crescimento secundário e podem ter tronco lenhoso. Exemplos: amendoim, soja, feijão, roseira, lentilha e outras culturas.

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Categoria(s) do artigo:
Flora

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