Oceano Que Banha O Polo Sul

Não é novidade para ninguém que o Planeta Terra é, por enquanto, o único lugar em todo o Universo que é capaz de suportar vida tal qual nós conhecemos hoje. Isso, no entanto, é um grande problema, haja vista que várias pessoas, por conta de preceitos religiosos, continuam acreditando piamente nesta teoria. Já os cientistas e diversos outros pesquisadores têm certeza que a fronteira da vida não se finda até à nossa atmosfera: como a dimensão do nosso universo é totalmente incalculável, eles acreditam que possam existir outros bilhões de planetas Terra espalhadas por aí, com a chance de ter vida inteligente tal qual a nossa.

Pálido Ponto Azul

Pálido Ponto Azul

Pálido Ponto Azul

Mas, enquanto esse tipo de hipótese ainda não é comprovada, sigamos acreditando que somos os únicos nesse “Pálido Ponto Azul”, como descreveu o saudoso astrônomo Carl Sagan, aproveitando uma imagem retornada pela Voyager 1 quando esta se encontrava na órbita de Saturno: a imagem era a do nosso planeta, há quase um bilhão de quilômetros de distância de nós. A imagem mostra um ponto azul brilhante, e Sagan disse: “tudo o que vivemos, tudo o que comemos, entre outras coisas, está nesse pálido ponto azul”.

A história do nosso planeta também é muito interessante, haja vista que a formação do nosso próprio planeta é cercada de bastante mistério: é sabido que o nosso Universo tem quase quatorze bilhões de anos. Em comparação ao Universo, a Terra é bastante jovem perto dele: tem “apenas” 4,6 bilhões de anos. Dizem que a Terra se originou a partir da nuvem que começou a se condensar  e a partir dela o Sistema Solar se formou (consequentemente, o Sol e tudo o que o orbita atualmente).

Quando a Terra iniciou a sua peregrinação pelo Universo, esta era apenas uma bola incandescente que estava queimando a uma temperatura muito maior que a da superfície do Sol, que é estimada em mais de dois mil graus celsius. Nesse sentido, era bastante fácil de pensar que o planeta Terra seria apenas mais um pedaço de ferro fundido e rocha queimando no espaço, não é verdade?

Só que o destino não quis que fosse assim. Quando o Sistema Solar se formou, milhares de detritos foram jogados para longe, mas não saíram da órbita do Sol. Então, todos esses se mantiveram em uma posição de influência, o que fez com que vários destes voltassem para mais perto do Sol. São os cometas, sendo que um dos mais famosos atualmente é o Cometa Halley.

Os Cometas

Cometas

Cometas

Só que os cometas que chegaram perto do Sol eram cometas ricos em vários tipos de minerais e outros elementos, sendo um deles a água. O problema é que nesse sentido, o nosso Sistema estava completamente instável, fazendo com que as órbitas dos planetas não estivessem em estáveis condições. Tais cometas começaram, então, a acertar o nosso planeta. Mas, para que ele chegasse ao ponto de hoje, foram necessários milhares de bombardeamentos desses cometas. Com o tempo e os milhares de anos de bombardeamento dos cometas ricos em água, o nosso planeta começou a ter a sua temperatura diminuída. Até que, enfim, a Terra esfriou tanto a ponto de criar uma crosta de mais de 25 quilômetros de profundidade, que separou a superfície do magma ainda quente em seu interior. Sabia, inclusive, que o nosso planeta ainda é considerado quente por conta de sua atividade vulcânica?

Isso não é ruim, de maneira nenhuma. Vou explicar: enquanto o interior do nosso planeta se mantém quente, isso faz com que a superfícies e as placas tectônicas continuem em movimento. Em outras palavras, o movimento de rotação do planeta Terra em torno de seu próprio eixo se dá por causa disso. Caso isso não ocorresse, ou seja, se o interior do nosso planeta se resfriasse por completo, não existiria esse movimento de rotação e, em conclusão, não existiriam dias: de um lado do planeta, o dia nefasto que seria tão quente que levaria embora toda a água desta parte e, do outro, um frio extremo causado pela noite. Ou seja, em nenhum lado estaríamos em paz.

Os Oceanos

Os Oceanos

Os Oceanos

Depois de muitos e muitos anos de bombardeio de cometas, os oceanos e lagos foram criados, o que começaram a dar origem, também, a afluentes de água em outros lugares do planeta. Vale lembrar que, no início, o único continente existente era o da Pangeia, um supercontinente que reunia todos os continentes atuais em um enorme bloco no meio do planeta. Com a movimentação das placas tectônicas, o enorme bloco se partiu em milhares de placas tectônicas, que começaram a se movimentar entre os oceanos, até chegarem a forma original. Estima-se que a configuração atual dos continentes na Terra foi obtida há apenas 50 milhões de anos atrás. Ora, para ter uma comparação, a nossa Amazônia é cinco milhões de anos mais velha do que essa formação.

E, com o tempo, a expectativa é que esse conglomerado de continentes volte à ativa, já que as placas ainda estão em plena movimentação, no sentido oeste. Mas os pesquisadores estimam que isso só vai acontecer daqui a 200 milhões de anos.

Você acha que o Polo Sul e o Polo Norte se formaram antes disso? Está redondamente enganado: os polos só tiveram a sua formação depois da quebra do continente da Pangeia em vários pedaços similares. A movimentação das placas sob o magma fez com que eles chegassem a sua configuração atual.

Ambos os polos são muito importantes para a manutenção da vida no nosso planeta, já que eles funcionam como as geladeiras da Terra, ajudando a controlar a temperatura em todo o globo. O problema é que os polos vem enfrentando grandes problemas relacionados à poluição: com o aumento de gás CO2 na Atmosfera, a crise da Camada de Ozônio vêm crescendo cada vez mais. E, com a camada de ozônio em desfalque, mais raios solares incidem nos polos, o que ajuda a derreter mais rápido as suas geleiras.

O Oceano Que Banha o Polo Sul

O Oceano que Banha o Polo Sul é conhecido por oceano Antártico, sendo que alguns cientistas não consideram a existência desse oceano, já que ele é formado por outros. Para saber mais sobre ele, acesse o link a seguir:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Oceano_Ant%C3%A1rtico

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Categoria(s) do artigo:
Recursos Naturais

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