Gás Carbônico e as Chuvas Ácidas

Quando se fala em chuva ácida significa que se trata de uma outra maneira de precipitação atmosférica, que se sente mais ácida e isso se dá porque ela tem mais dióxido de carbono na sua composição. Isto é, o gás poluente se mistura na água que precipita na terra. A chuva ácida tem como principal fator a presença de partículas e gases com uma grande quantidade de azoto reativo e enxofre, o que resulta fortes ácidos.

Os compostos azotados acabam assumindo uma maior importância, uma vez que as substâncias que compõem o enxofre, resultado da oxidação das sujeiras, gera a queima dos combustíveis fósseis, em consequência de temperaturas altos. Podemos citar como os maiores causadores desse processo, o petróleo e o carvão.

Sobre a Nomenclatura de Chuva Ácida

Apesar de ser chamada de chuva ácida por conta de toda processo e de como a água chega na terra por conta das substâncias que se encontram no ar, essa expressão não seria a mais acertada. A explicação para essa diferença entre o que é e o tipo de nomenclatura se dá pelo fato de que toda chuva é ácida. É onde entra o gás carbônico. Toda chuva é acida porque ela tem na sua composição o ácido carbônico. Falando usando a química como base, então, o nome não seria realmente o ideal. Já que se fala de uma exceção, quando na verdade ela é uma regra.

Porém, chamar a chuva de ácida, nestes casos, tem a ver com outra matéria, a Geografia. Neste caso, a chuva que apresenta pH inferior do N. T., que significa nível de tolerância pH, estamos falando de 5,5, passa a ser considerada ácida.

Falar de chuva ácida não é uma questão somente de nomenclatura e do que realmente é ou deixa de ser, mas sim do problema que ela pode causar. Por exemplo, se a chuva ácida cai em um determinado lugar com trutas, um lacustre, ela vai exterminar todas elas. Resumindo, o meio ambiente sofre muito com a chuva ácida.

Exatamente, visando e antecipando os problemas que a chuva ácida pode causar para o meio ambiente é que uma boa parte dos governos do mundo todo, através de leis, restringem a queima de combustíveis que tem alto teor de enxofre. Nestes casos, para se fazer uso da substância, indústrias são obrigadas a adotar as tecnologias de redução de gases que são recomendadas.

O Aumento das Emissões dos Gases Poluentes

Em consequência do aumento das indústrias, estamos falando desde da Revolução Industrial, o que se observa é um aumento expressivo nas emissões de dióxido de enxofre e também os óxidos de azoto. Se trata de uma linha em crescimento contínuo. Aliás, já foram feitos vários estudos sobre esse processo e suas consequências, como por exemplo, há muito tempo atrás, o trabalho de Robert Angus Smith, em Manchester, na Inglaterra, em 1852.

A primeira vez que foi demonstrado efetivamente que a acidez da chuva tinha a ver com a poluição das indústrias foi em 1852, desde então, passou-se a usar esse termo “chuva ácida”, para designar o fenômeno.

Apesar da descoberta já em 1852 do problema da chuva ácida e sua relação com a poluição, os estudos científicos em relação ao problema só começaram a acontecer muito tempo depois, no final de 1960.

Em 1972 foi publicado um importante trabalho de um professor de Ecologia da Universidade de Toronto, Harold Harvey. Ele falava sobre o “lago morto”, demonstrando que a condição das águas do lago era consequência das chuvas ácidas. O estudo, além da sua relevância, fez com que as pessoas voltassem a debater o tema com mais seriedade e mais estudos fossem feitos sobre o assunto.

Um pouco antes, em 1970, as populações começaram a falar mais sobre o tema. Esse debate popular iniciou-se nos Estados Unidos e graças a uma matéria publicada pelo New York Times. O artigo falava dos estudos realizados pela Hubbard Brook Experimental Forest, em New Hampshire. A pesquisa demonstrava o quanto a precipitação ácida tinha provocado vários danos ambientais. O que tinha feito e o que poderia vir a fazer, caso não fosse feito nada para diminuir a ação dos poluentes.

Os Estudos Sobre a Chuva Ácida Não Pararam

De quando começou a se estudar a chuva ácida e suas consequências até os dias de hoje, em décadas continua avaliando os efeitos desse problema. Um trabalho que vem sendo feito há muito tempo é o de falar leituras de pH na água que cai da chuva, e não só, o mesmo trabalho é feito nas gotas de nevoeiro, principalmente, na água que cai em locais muito industrializados. Se trabalha para ter um valor que seja menor que 2,4, que é a acidez exatamente igual do vinagre, por exemplo.

Em países onde se tem muita queima de carvão, que por sua vez são riquíssimos em enxofre, tal atividade que gera uma carga muito alta de eletricidade e de calor, o problema é bem maior. Exemplos de países que têm essa prática e ainda em larga escala são Rússia e China.

Além disso, o problema se observa por conta também do trânsito de automóveis, que consegue abranger de forma nociva uma região maior ainda, problemas em grande escala na América do Norte e também na Europa.

O Aumento do Problema da Chuva Ácida

Apesar de se tratar d um problema antigo, que vem sendo estudado, se tenta resolver, através de leis, a precipitação ácida só vem crescendo. Quanto maior é o número de indústrias e quanto mais se aumenta a população, maior fica o problema.

Nos últimos anos, o que se observa é que vem se tornando um mal que chega ao maior número de áreas do planeta. Os dois lugares que estão sendo mais afetados nos dias de hoje são o sudeste asiático e a Índia.

Quanto mais altas são as chaminés que as indústrias adotam para dispersar os gases produzidos e emitidos por elas, mais ampla vai ficando a área que eles conseguem atingir. Obviamente, o problema das chuvas ácidas é uma consequência do desenvolvimento das regiões.

Essas chaminés fazem com que algumas regiões recebam mais acidez precipitada e podemos citar como um efeito, o que acontece na Escandinávia, que é um exemplo de onde a acidez é ainda maior.

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Categoria(s) do artigo:
Poluição

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