Palma de Óleo

Descrição de Palma de Óleo

No Brasil a fornecedora de Óleo de Palma é a própria planta conhecida como Palma que também pode ser conhecida como “Palmeira do Dendê”. O óleo pode ser conhecido como óleo de dendê ou então como óleo de Palma. Essa planta pode chegar a render por ano até 5 toneladas de óleo, ou seja, de 5 a 10 vezes mais do que outros tipos de cultivos comerciais de óleo vegetal.

O cultivo de Palma exige condições ideais como clima tropical que tenham temperaturas variando de 24°C a 32°C, com dias ensolarados e também dias chuvosos. Os maiores produtores de Palma do mundo são a Malásia e a Indonésia exatamente por se encaixar nesse perfil.

Quando a palma é cultivada em estufas é importante que as suas sementes sejam cuidadosamente selecionadas e germinadas em condições controladas.

O Óleo de Palma

Uma curiosidade interessante sobre essa planta é que ela é a única oleaginosa da qual se pode fazer a extração de dois diferentes tipos de óleos. Da polpa (mesocárpio) dessa planta é extraído o Óleo de Palma. Já da sua amêndoa se extrai o Óleo de Palmiste.

O fato de o Óleo de Palma estar em ascensão no mercado mundial impulsiona também a produção do Óleo de Palmiste uma vez que os dois produtos são extraídos a partir do mesmo fruto.

Os Processos Operacionais Para Extrair o Óleo de Palma

Existem diversos processos operacionais para se obter o óleo de palma como produto acabado. O primeiro passo desse processamento é a produção do óleo bruto, este é extraído do mesocarpo do fruto.

Na segunda fase do processo de extração de óleo de palma o mesmo pode ser refinado ou ainda fracionado através de um processo de cristalização e separação simples em que o resultado consiste em frações sólidas (estearina) e líquidas (oleína).

É possível Extrair os Seguintes Produtos da Palma:

  • Óleo de Palma Bruto – Cerca de 20%
  • Óleo de Palmiste – Cerca de 1,5%
  • Torta de Palmiste –  Cerca de 3,5%
  • Cachos vazios – Cerca de 22%
  • Fibras – Cerca de12%
  • Cascas – Cerca de 5%
  • Efluentes Líquidos – Cerca de 50%

O Processamento do Óleo de Palma

O transporte dos frutos colhidos no campo são levados para a fábrica, onde serão armazenados e devidamente esterilizados e cozidos. Os frutos passam pelo debulhador em que acontece a separação dos cachos e também dos frutos. No passo seguinte os frutos são prensados por uma prensa contínua que faz a retirada do óleo do mesocarpo carnoso.

Em seguida o óleo cru que foi obtido com a ajuda da prensa é transferido para o desaerador que tem a função de retirar as partículas pesadas e depois clarificar e purificar o óleo para que seja possível fazer a remoção da sua umidade, sujeira e demais impurezas.

Essas fibras e impurezas que são retidas na peneira acabam voltando para a prensagem e o óleo bruto é novamente transferido para o tanque de decantação por meio de uma bomba centrífuga. É nesse tanque que se faz a separação do óleo e da sua borra. O óleo é então transferido para o tanque para ser armazenado.

A centrífuga faz o processamento da borra e depois é transferida para o decantador secundário. Depois de feita a separação do óleo é transferido novamente. Então todo o óleo é separado da borra e volta para tanque de decantação. Desse primeiro processo resulta uma torta que é processada no transportador em que acontece a secagem da fibra.

Essa fibra seca acaba sendo utilizada como combustível na caldeira a vapor. As nozes são então polidas para que seja feita a retirada do resíduo das fibras. Depois elas são transferidas para o moinho quebrador. Em seguida é feita a separação das cascas.

Em geral essas cascas são utilizadas como combustível ou então matéria prima para o carvão ativado. As amêndoas são armazenadas para depois serem beneficiadas. O próximo passo é as amêndoas do fruto serem quebradas e depois laminadas.

É produzida uma pasta na laminação que é cozida e depois prensada. O óleo bruto passa por uma filtragem no filtro prensa e depois é transferido para o tanque de armazenagem. A seguir é feita a retirada do filtro prensa e a mesma é armazenada em sacos. O processo tradicional para fazer o refino contínuo do óleo de palma ainda conta com três sessões: Pré-Tratamento ácido, Branqueamento e Destilação.

O Pré-Tratamento Ácido

Nesse processo é bombeado o óleo bruto que passa pelo trocador de calor de placas em que é aquecido com o vapor de baixa pressão. Esse óleo que foi aquecido recebe ácido fosfórico que é alimentado através de bomba dosadora e também da mistura que passa por um misturador de disco e também por um tanque de reação.

Depois desse tempo de contato essa mistura é novamente bombeada para o desaerador em que o óleo é secado, desaerado e ainda tem a sua temperatura controlada de forma adequada para o processo de branqueamento.

O Branqueamento

Nesse processo o vaso branqueador é abastecido por meio de um extravasor interligado ao desaerador. Em seguida é feita a dosagem da terra de branqueamento, depois disso o vaso branqueador promove o contato ideal do óleo com essa terra. Essa mistura é bombeada para um dos filtros herméticos que são feitos de folhas filtrantes verticais. Nesse passo a terra de branqueamento é então removida.

Depois o óleo de branqueado passa por um dos filtros de polimento e passa a ser descarregado num tanque pulmão.

A Destilação

O óleo que vai ser destilado é então bombeado pelo tanque pulmão. Esse óleo é aquecido e pulverizado numa câmara de desaeração.

Depois disso ele é bombeado por meio de um trocador regenerativo de calor, em que troca calor com o óleo que sai. Num outro trocador ele é aquecido com um fluído térmico ou vapor saturado de alta pressão até que esteja na temperatura de destilação. O óleo refinado e já frio passa então por uma dosagem de antioxidante.

Os ácidos graxos são então condensados num lavador de gases por meio de um fluxo de óleo ácido que passa a ser bombeado num circuito fechado e que passa por uma troca de calor.

A palma de óleo é popularmente conhecida também como dendê, muito utilizada na fabricação de produtos como o azeite de dendê, sabões e até de biocombustíveis.

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Palma de Óleo

A produção da Palma de óleo no Brasil é objeto de um projeto do Governo Federal que visa incentivar a cultura na agricultura familiar, como uma forma alternativa de gerar renda, uma vez que o mercado da palma de dendê vem crescendo muito nos últimos anos, mas também é objeto de recomendações e de determinações técnicas quanto as áreas de cultivo, em virtude das questões ambientais.

Características do Dendê

A palma de óleo ou dendê é uma palmeira que tem o nome cientifico de Elaeis guineensis, é uma planta perene e sua cultura é permanente pois a palmeira dá frutos durante todo o ano. A palmeira oleaginosa produz um fruto, do qual é extraído o óleo de dendê através de processos que podem ser naturais e artesanais ou através de processos mecânicos.

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Características do Dendê

O óleo da palma é utilizado na indústria de alimentos, substituindo a gordura trans e sendo rico em vitamina A, é um substituto do óleo diesel, é usado na fabricação de sabão, velas e cosméticos, pois a glicerina é um dos subprodutos da palma de óleo, é utilizado ainda para proteger chapas de aço e folhas de flandres, na fabricação de lubrificantes, graxas e também de artigos vulcanizados. Todas essas aplicações e propriedade fazem com co o óleo da palma seja extremamente valorizado no mercado.

Programa de Produção Sustentável de Palma

O Governo Federal do Brasil lançou um Programa de Produção Sustentável de Palma de Óleo que tem como objetivo incentivar os produtores das regiões que tradicionalmente cultivam a palma de Óleo a adotarem a produção sustentável em suas áreas de plantio, de acordo com as normas estabelecidas no programa, que tem o objetivo de proteger a floresta Amazônia, gerando empregos e renda, promovendo também o desenvolvimento da cultura da Palma óleo associada a preservação ambiental, sem destruir o bioma.

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Programa de Produção Sustentável de Palma

No programa as questões ambientais e financeiras estão associadas, pois estabelece regras para o desenvolvimento dessa cultura, porém também sinaliza o desenvolvimento regional num mercado que teve sua demanda triplicada na última década.

Restrições Ambientais

O Programa conta com um importante instrumento para organização territorial da cultura da Palma que é o ZAE – Zoneamento Agroecológico da palma, que tem como objetivo garantir o desenvolvimento da cultura de forma sustentável, com base num levantamento realizado pela Embrapa que delimitou as áreas que são consideradas aptas ao cultivo. O programa ainda proíbe qualquer forma de eliminação da vegetação nativa para o cultivo da palma, assim como seu cultivo em ares de quilombo, reservas indígenas e qualquer outra área de conservação. O programa ainda prioriza as áreas da Amazônia legal que estão degradadas, compreendendo os estados de Roraima, Rondônia, Pará, Mato Grosso, maranhão, Amapá, Amazonas e Acre.

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Natureza

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Comentários

  • Gostaria de saber onde posso consegui mais informação sobre a Palma “dende”

    Carmem monique 9 de setembro de 2011 1:19

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