Destruição de Ecossistemas

A riqueza natural do Brasil, que é muita, está ameaçada pela forma errada com que é usada, a sua degradação, a exploração selvagem dos ecossistemas e o descuido, são grandes problemas. O que se observa é uma destruição generalizada do ecossistema, da grande poluição nas grandes cidades, para a destruição dos rios, o excesso de uso de agrotóxicos e fertilizantes e muito mais.

Ainda tem a construção das hidrelétricas, a acidificação da água e dos olo, a desertificação, a construção e estradas, as queimadas e incêndios e muitos outros problemas. Tudo somado faz o mundo ficar a cada dia mais pobre da sua capacidade natural.

Destruição de Ecossistemas: Brasil

Para se ter uma ideia do tamanho da destruição, mais da metade do cerrado e das florestas araucárias foram destruídas, e mais, 93% da Mata Atlântica sofreu com o mesmo problema. Com isso, se observa a aceleração na caatinga, nos manguezais, no pantanal e nos pampas. Se não bastasse todo esse problema, ainda temos 20% da floresta amazônica já destruída e o restante continua sofrendo o risco de desaparecer também.

Falando em floresta amazônica, há 35 anos deu-se início a um estudo sobre a destruição do ecossistema e o quanto isto estaria interferindo na diversidade biológica do local. Os resultados apontaram que a não preservação está gerando fragmentos de florestas e o grande problema disso é que eles não são capazes de manter a biodiversidade e a biomassa. Significa que a floresta destruída não pode ser substituída.

Situação da Mata Araucária

A mata araucária tinha 60,13% de sua área no estado de Santa Catarina, 36,67% no Paraná, 21,6% no estado de São Paulo e mais 17,38% no Rio Grande do Sul. No dias atuais, o ecossistema se reduziu de forma excessiva e uma parte do problema foi derivado da exploração ilegal. Para piorar a situação pouco foi feito para tentar o reflorestamento dessa área.

O problema da Mata Araucária é tão grande e urgente, que a região foi incluída na Lista Vermelha da IUCN, que significa está em período crítico. Pois muitas espécies que vivem na região estão ameaçadas de extinção. É arriscado que desapareça: a canela-sassafrás, a canela-preta, a imbuia, o xaxim, a gralha-azul, o macuco, os inhambus, epífitas e a jacutinga.

Situação do Pampa

O Pampa está completamente localizado no estado do Rio Grande do Sul e corresponde a 63% do território daquele estado e do brasileiro, 2,07%. Sua paisagem é bem variada, planícies, serras, coxilhas e morros rupestres fazem a composição. É considerada um imenso patrimônio cultural por conta da sua diversidade.

Se pode observar na paisagem a predominância dos campos nativos, porém, ainda é possível admirar, matas de encosta, butiazais, matas de pau-ferro, ciliares, banhados, afloramentos, rochosos e muito mais.

Se trata de um conjunto de ecossistema muito antigo e por isso, ele tem a sua fauna e flora próprias e uma vasta biodiversidade que a ciência ainda não conseguiu catalogar completamente. Estima-se que o número de espécies de planta chegue a 3 mil, são mais de 450 espécies de gramíeas, entre elas, brabas-de-bode, grama-tapete, campim-forquilha, cabelos-de-porco e muito mais.

De leguminosas são 150 espécies na área de campo natural e destacam-se: a babosa-do-campo, o trevo-nativo e o amendoim-nativo. Nos afloramentos rochosos se encontra uma vasta quantidade de cactáceas. Além disso, podemos destacar entre as espécies encontradas no Pampa: algarrobo e nhandavaí. São exclusivas daquela região.

Falando da fauna são bem 500 espécies de aves, destaque entre elas para a ema, a perdiz, o perdigão, o caminheiro-de-espora, o joão-de-barro, o quer-quero, o pica-pau do campo, o caminheiro-de-espora, o graxaim, o zorrilho, o beija-flor-de-barba-azul, o sapinho-de-barriga-vermelha, entre outros.

Ecossistema: Caatinga

A caatinga representa 11% do território nacional e abragen os estados: Maranhão, Alagoas, Bahia, Paraíba, Ceará, Sergipe, Rio Grande do Norte, Piauí e norte de Minas Gerais. É uma região rica em biodiversidade, são cerca de 178 espécies de maníferos, de aves, 591, mais 177 répteis, 241 e peixes, 79 de anfíbios e 221 de abelhas.

Naquela região vivem cerca de 27 milhões de pessoas e a grande parte delas depende do bioma para sobreviver. Aliás, a biodiversidade da região é a base para várias atividades econômicas voltadas para fins industriais e agrosilvopastoris, principalmente para os setores de cosméticos, farmacêutico, de alimentos e químico.

Mesmo com tamanha importância, o homem está destruindo esse ecossistema, o desmatamento na área acontece de forma acelerada, principalmente, nos últimos anos. O principal responsável por essa destruição é o consumo de lenha nativa, usado pelas famílias de forma insustentável e ilegalmente.

A Destruição do Cerrado

Para se ter uma ideia da sua importância, o cerrado é o segundo maior bioma a América do Sul. Ele tem parte da sua área destruída nos estados; Mato Grosso, Tocantis, Goiás, Minas Gerais, Moto Grosso do Sul, Maranhão, Bahia, Rondônia, Paraná, São Paulo, Distrito Federal e mais encraves em Roraima, Amapá e Amazonas.

De peixes são 1200 espécies, 180 espécies de répteis e 150 de anfíbios. Além disso, estudos dizem que o cerrado é o “lugar preferido” de 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos.

A população local sobrevive dos recursos naturais oferecidos naquela região, são etnias indígenas e mais os ribeirinhos, os geraizeiros, os quilombolas, os babaçueiras, entre outros. Boa parte do que é retirado do verde é para uso medicinal. Além disso, a população local ainda consome frutos da região e parte deles são vendidos para centros urbanos. Os frutos mais populares são: pequi, buriti, mangaba, cagaita, bacupari, cajuzinho do serrado, araticum e semetnes do Barú.

Com toda esse importância é preocupante saber que a região está com muitos animais e plantas ameaçdos de extinção.

Sobre o Pantanal

O Pantanal é considerado uma das maiores extensões úmidas em continuidade do planeta. Do Brasil, é o que tem menor extensão territorial. Ele sofre influência direta de três territórios brasileiros: Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia. Além disso sofre influência da parte do Pantanal localizada no norte do Paraguai e que fica na parte leste da Bolívia.

De acordo com a Embrapa, se identificou quase duas mil espécies de plantas no Pantanal, mutias delas, com grande potencial para ajudar na medicina. Porém, a má notícia é que somente 4,4% do Pantanal é protegido.

As mudanças climáticas e as grandes catástrofes ambientais são atribuídas a destruição do ecossistemas, segundo apontam especialistas.

O homem tem desmatado florestas de forma abusiva, abusa de solos que não são apropriados para plantações e não consegue dar fim no lixo de forma adequada, esses seriam alguns dos problemas que acentuam as catástrofes ambientais, tornando-as muito mais perigosas e devastadoras.

Sem falar que os estudiosos dizem que o homem invadiu, isto é, urbanizou áreas que deveriam ficar livres para plantas e animais. Sem falar em construções irregulares em zonas denominadas inundáveis, tomando o lugar das árvores que deveriam ficar lá.

Segundo estudos recentes feitos na Austrália, ficou provado que cada 10% de floresta destruída, representa um aumento na frequência das inundações, que varia de 4% a 28%. Diante destes números e de outros tantos já divulgados por cientistas, se o homem não parar de destruir o ecossistema, as consequências serão catastróficas.

5 comentários

  1. gostei muito interessante

  2. Boa obra culturamix….
    muito bom trabalho… forca

  3. Ana Clara de Sousa Noronha

    muito bom para pesquisas.

  4. AMEI ESSE SITE MUITO MASSA !

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