Bacia do Tocantins-Araguaia

Uma das doze regiões hidrográficas do país é a Bacia do Tocantins-Araguaia. Essa bacia está localizada entre os meridianos 46ºW e 56ºW e os paralelos 2ºS e 18ºS. Os dois rios principais dessa bacia são os que lhe dão nome, ou seja, Araguaia e Tocantins. Os estados que são contemplados pela bacia são Tocantins, Pará, Maranhão, Goiás e uma pequena parte do Distrito Federal.

A bacia Tocantins-Araguaia é a maior bacia hidrográfica somente brasileira. Tem extensão de cerca de 2.500 km que tem sua origem na conjunção dos rios Maranhão e rio das Almas (Goiás) e culminam na sua foz na baía de Marajó (Pará). Sua configuração se alonga no sentido longitudinal que segue por dois eixos fluviais que são o Araguaia e o Tocantins que acabam se juntando no extremo norte da bacia hidrográfica.

O rio Pará está ao sul da ilha de Marajó e é onde o rio Tocantins desemboca, pertence ao estuário do rio Amazonas. Esse rio funciona como uma ligação entre o Araguaia e o Amazonas.

Relevo da Bacia Tocantins-Araguaia

O relevo da bacia Tocantins-Araguaia pode ser definido como monótono uma vez que possui altitudes que variam entre 200m e 500m com exceção das nascentes que podem chegar a mais de 1.000m. As altitudes são menores que 100m na região do Tucuruí. Essa bacia tem grande importância para o país por ser a segunda em produção de energia.

Em média a descarga dessa bacia em Tucuruí é de 12.000 m³/s, o papel dos rios Tocantins e Araguaia são semelhantes. Já a ação do rio Itacaiúnas é bastante pequena ficando em torno de 600m³/s. A bacia Tocantins-Araguaia faz a drenagem de uma área de mais ou menos 767.000km² que corresponde a cerca de 7,5% do território nacional.

Limites da Bacia do Tocantins-Araguaia

Os limites que cercam a bacia do Tocantins-Araguaia são ao sul com as bacias do Paraná; a lesta com a bacia do São Francisco; a oeste com a bacia do Xingu; a nordeste com a bacia do Parnaíba e a leste com a bacia do São Francisco.

Biomas da Bacia do Tocantins-Araguaia

Os biomas principais dessa região são a Amazônia que fica ao seu norte e o Cerrado que está ao seu sul. Trata-se de uma região que possui uma densidade populacional bastante pequena um fator que contribui para que haja a devastação desses biomas.

Outros fatores como a construção da rodovia Belém-Brasília, crescimento de atividades agropecuárias e mineração além da Usina hidrelétrica de Tucuruí também contribuem para essa devastação. A região mais habitada dessa bacia é a Região Metropolitana de Belém que fica no Pará.

Sub-Bacia Tocantins

A nascente do rio Tocantins fica no estado de Goiás, ao norte de Brasília. Os rios que formam o rio Tocantins são Paranã e Maranhão. O rio Tocantins faz parte da paisagem do Planalto Central do Brasil.

Cerca de 76% dessa bacia tem como vegetação predominante a vegetação de cerrado. Essa área corresponde ao curso inferior do rio Tocantins que começa no Escudo Brasileiro e segue em direção norte por aproximadamente 2.500 km até desembocar no Delta do Amazonas que fica na baía de Marajó que está nos arredores de Belém.

Sub-Bacia Araguaia

Localizada a noroeste de Goiás, a sub-bacia do rio Araguaia possui uma área de 86.109 km² e possui 49 municípios do estado dentre os quais estão o Crixás, São Miguel do Araguaia e Goiás Velho. Esse rio nasce na chamada serra do Caiapó que fica no paralelo 18° que está na fronteira entre Mato Grosso e Goiás.

O rio encontra-se numa altitude de 850m e segue por uma extensão de cerca de 2.115 km até que se encontra com o Tocantins em São João do Araguaia, próximo de Marabá. Desaguando junto a foz do rio Amazonas a sua bacia é capaz de captar e drenar um total de 382.000 km² juntamente com os seus afluentes de maior destaque que são rio Babilônia, rio Crixás Acú, rio do Peixe I, rio do Peixe II, rio Água Limpa, rio Pintado, rio Matrixã, rio Caiapó, rio Vermelho, rio Claro e rio Crixás Mirim.

Mais Detalhes Sobre a Sub-Bacia Araguaia

Na região que fica a extremo nordeste do estado do Mato Grosso, os rios Javaés e Araguaia constituem a ilha de Bananal. Uma curiosidade é que essa ilha é a maior ilha fluvial do mundo. Esse rio é navegável por aproximadamente 1.160 km, entre os rios Beleza e São João do Araguaia. Entretanto não existe nenhum centro urbano relevante nesse pedaço.

Clima

O clima na sub-bacia do Araguaia é continental tropical em especial devido a posição continental que ocupa, assim não sofre nenhuma confluência intertropical. Esse clima é semi-úmido e tem a tendência a ser úmido assim como a savanas tropicais que podem ter cerca de quatro a cinco meses bem secos.

Dentre as características do clima que predominam estão uma precipitação média anual de mais ou menos 1.600 mm e o período que tem mais chuvas é aquele entre os meses de outubro e abril, o mês de maio é o mês de transição para o período seco que se instala entre junho e setembro.

De acordo com o aumento da latitude as temperaturas médias diminuem e acabam se estabilizando entre 24°C e 25°C nas bacias dos rios Javaés e Formoso. Esses locais possuem baixas amplitudes térmicas que são verificadas especialmente em características topográficas da região que são típicas de uma planície.

Economia – Importância da Bacia Tocantins-Araguaia

Grande parte do rio Tocantins é navegável o que faz com que ele seja uma via essencial de transporte fluvial de produtos em especial a soja que é produzida em quantidades bem elevadas na região central do Brasil.

Além disso, também é muito importante pelo fato de que produz boa parte da energia que é gerada na Usina de Tucuruí e ainda abastece grande parte das cidades da região que estão no centro-norte do país. A bacia é muito utilizada pelas empresas que exploram minérios como aquelas que estão instaladas na serra dos Carajás, Pará.

Os Principais Problemas da Região

Como se trata de uma bacia hidrográfica bastante explorada economicamente passa por diversos problemas ambientais. Em destaque os problemas causados pela exploração mineral e de aumento das atividades agrícolas. No primeiro caso existe um aumento de poluição dos rios e no segundo acarreta em desmatamento.

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Categoria(s) do artigo:
Ecologia

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