China e Taiwan Desenvolvem Satélite Para Prever Terremotos

Que o espaço sideral é um dos locais mais ermos e incríveis que o ser humano conhece, isso não é novidade. E, depois de milhares de anos fazendo observações e tentando entender o que, de fato, ficava nos céus, os seres humanos experimentaram um grande avanço em termos de alcançar o espaço, principalmente durante o século XX, onde o maior feito da história humana em busca de novos astros aconteceu: em 20 de julho de 1969, a humanidade, atônita, observava Neil Armstrong depositar as primeiras “pegadas” humanas na areia fina da superfície do astro mais perto de nós: a Lua. Sim, a nossa bolinha cinza brilhante no céu é o único corpo celeste que foi visitado pelos humanos até então (embora esse evento seja sempre questionado, alegando que tudo não passou de uma farsa, para que os EUA, na época em Guerra Fria com a União Soviética, desejavam obter a hegemonia americana no espaço).

E, assim, a NASA nasceu, sendo chamada, inicialmente, Naca, fundada na década de 1950. A Agência Espacial Americana liderou a conquista da Lua pelo homem e, desde então, é uma das agências mais importantes quando o assunto é exploração espacial. Já levou diversas missões por todo o Sistema Solar, inclusive, tendo mandado o primeiro artefato humano a chegar à fronteira da influência do Sol, chegando a até agora hipotética Nuvem de Oort: as sondas gêmeas Voyager, que, lançadas em 1977 para estudar o interior do Sistema Solar, em especial, os planetas gasosos que se encontravam depois do Cinturão de Asteroides, até hoje, mais de 40 anos depois do seu lançamento, continuam a mandar dados para a Terra, embora tais dados levem quase 15 horas para chegarem até as antenas da NASA.

Além disso, a Agência Espacial Americana também é pioneira no lançamento de rovers e sondas fixas para os planetas e astros, como Marte, que possuí diversos “carrinhos” por sua superfície, e também Titã, uma lua de Saturno, que recebeu, em 2004, o pouso da Huydgens, sonda que se desprendeu da sonda Cassini e aterrissou na lua com o propósito de mandar, rapidamente, alguns dados antes que as baterias se esgotassem. Esse feito também entrou para a história como sendo a primeira sonda a aterrissar em uma outra lua que não fosse a nossa.

E, por muito tempo, se pensou que somente a NASA, a Agência Espacial Europeia e a JAXA, que é a Agência Espacial Japonesa, detinham todo o conhecimento necessário para o desbravamento do espaço sideral. No entanto, em 2017, dois países surpreenderam o mundo ao anunciar o desenvolvimento de um satélite geoestacionário que tinha, por objetivo principal, o monitoramento dos locais com limites entre as placas tectônicas, para prever, com mais rapidez e agilidade, quando um terremoto poderia acontecer com o epicentro naquele local.

A China: Despontando Em Crescimento

A China é bastante conhecida por ser um país com uma grande venda para exportação, por conta dos baixos preços praticados pela indústria do país. O planeta inteiro exporta produtos eletrônicos, roupas, cosméticos e várias outras coisas do país, que, governado pelo Partido Comunista Chinês, alcançou um crescimento anual que chega ao patamar dos 10%. É considerado, também, o país mais populoso do mundo, com mais de 1 bilhão de pessoas.

Desde 1956, o país desenvolve um programa espacial chinês, que é coordenado pela Agência Espacial Nacional da China, que, nos últimos anos, avançou muito em pesquisas espaciais.  É válido mencionar que, naquela época, o mundo se encontrava em plena Guerra Fria, entre as duas maiores potências do planeta: os Estados Unidos e a URSS. Naquela época, a China era grande parceira dos “camaradas” soviéticos, e, com a ajuda deles, conseguiu desenvolver os planos espaciais essenciais. Na década de 1960, no entanto, a parceria entre os dois países foi dissolvida, mas não foi o suficiente para fazer com que a China parasse as suas pesquisas, pelo contrário: o país continuou a desenvolver tecnologia e conhecimento, chegando, em 1972, a planejar o envio de um astronauta para ficar em órbita, mas cujo projeto foi abordado por conta de discordâncias culturais e, também, principalmente por falta de verba.

Em 2003, porém, o sonho chinês de colocar um homem em órbita se tornou realidade, com o voo orbital de um astronauta chinês, Yang Liwei, em outubro daquele ano. O feito posicionou a China como a terceira nação a levar um astronauta para o espaço. Isso mostra o quão é difícil e perigoso as missões espaciais, mas que, além de fazer os seres humanos alcançarem lugares antes inalcançáveis, ainda contribui para o desenvolvimento de tecnologia.

A China continua a desenvolve tecnologia espacial e, atualmente, dedica-se a planejar naves que possam se acoplar à Estação Espacial Internacional. E, em 2006, foi anunciada uma parceria entre a Agência Espacial Russa com a Agência Espacial da China, na qual se tenta executar um ambicioso plano: a construção de uma sonda que possa chegar até uma das luas do planeta Marte e, também, ao próprio planeta, para o recolhimento de amostrar e o seu posterior retorno ao planeta Terra, para que os fragmentos de solo possam ser estudados por aqui.

O Satélite Da China e Taiwan

A China e Taiwan são conhecidos no cenário internacional por protagonizarem diversos confrontamentos por conta de posições políticas, mas anunciaram, em 2017, uma cooperação para o desenvolvimento de um satélite que tenha o poder de detectar um terremoto muito tempo antes de acontecer. Isso é possível por que os pesquisadores disseram que, antes de acontecer o terremoto, são emitidas diversas perturbações eletromagnéticas, que poderiam ser detectadas pelo satélite e, assim, ajudar os especialistas a preverem com mais eficácia a incidência de um terremoto e se ele é ou não muito forte, ajudando, também, na proteção e evasão das pessoas, se necessário.

Esse acordo entre China e Taiwan representa um grande marco tecnológico e cooperativo entre os dois países, que buscam, assim como as agências europeia e russa, desenvolverem tecnologia suficiente para que possam competir com a NASA ou colaborar diretamente com ela na descoberta do espaço. Além disso, uma possível parceria entre eles poderá render frutos ainda melhores para a história da relação entre o espaço -homem.


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Categoria(s) do artigo:
Desastres Naturais

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